sábado, 8 de novembro de 2008

tipo um desabafo...

Depois de um longo período, retomei minha conta do google e voltei ao blog! \o/
Sinto que é realmente necessário justificar o motivo da minha looonga ausência. O que aconteceu foi algo muito comum, que acontece todos os dias com alguém e certamente já aconteceu com algum conhecido seu... Eu havia excluído minha conta do google e vou explicar o porquê.
Certo dia - não me lembro muito bem qual, foi em meados de outubro - resolvi acessar o orkut e ver como andava meu perfil. Foi quando o alerta vermelho apareceu, taxativo: “A senha digitada não coincide com a senha armazenada no Windows para este nome de usuário”. Tentei de novo e de novo e de novo. “Prooonto! Invadiram meu orkut!”. Dito e feito.
Através do perfil da senhora minha mãe, observei que haviam invadido meu perfil e mudado minha senha, além de terem alterado minha frase (aquela que fica logo abaixo do: “Bem vindo, Fulano de Tal!”) e mandado um recado extremamente tosco para meu amigo Cleber.
Depois de alguns dias de solicitações de exclusão e denúncias de conta invadida, finalmente tive meu perfil deletado.
Bem, depois disso, passei a refletir sobre algumas coisas:
  • O que a pessoa ganhou com isso? Digo, se a intenção era prejudicar minha vida e meus relacionamentos, não houve sucesso. O Cleber, que recebeu o recado, além de todas as outras pessoas que visitaram minha página nos dias anteriores à exclusão, sabiam que não era eu quem tinha escrito aquilo. Quem me conhece sabe que eu não sou capaz de escrever tanta asnice. A pessoa provavelmente quis de divertir por um tempo curto, que durou até a exclusão. E o resultado disso? Minha vida está igual, minha amizade com o Cleber e com meus outros amigos também.
  • O que leva uma pessoa a fazer isso? Bem, até onde eu sei, não dou motivos para ninguém sentir raiva/inveja/ciúmes de mim, salvo em casos em que não há motivo (um fulano da vida acorda num belo dia e resolver curtir com a cara de algum desconhecido). Penso que a melhor demonstração de inferioridade que alguém pode cometer é justamente se preocupar tanto com o outro, a ponto de pensar que prejudicar é melhor do que tentar reunir forças e melhorar de vida. Ao sentir-se inferior ao prejudicado, a pessoa tenta destrui-lo. Contudo, ao invés de enfrentar a situação honestamente, invadir um orkut parece ser a via mais rápida, simples e estúpida, o que está plenamente de acordo com o caráter de quem fez.
  • Tudo bem, posso estar reclamando demais. Afinal, foi só um recado e uma frase alterada... Mas imagina quem tem não só o orkut mudado, mas também as fotos, as comunidades, os recados, o "quem sou eu"... Toda uma imagem destruída! Para todos os casos, há uma vingança possível: Ir na delegacia de crimes virtuais, rastrear o número do pc e cumprir todo o protocolo. Hoje isso está muito mais acessível. Essa atitude pode até mudar o comportamento do culpado, mas este não deixará de ser deprimido e frustrado em relação aos outros. Vai continuar alimentando um ódio absurdo. Bem, disse uma vez Bernard Shaw: "O ódio é a vingança do covarde". E ponto.
  • Bem, posso dizer que há males que vêm para o bem. Aprendi com isso, que orkut, além de estabelecer contato com amigos e entes distantes, não tem muita utilidade. É claro que conhecer gente nova é legal, ver fotos de pessoas queridas, também. Mas um orkut, quando mal usado, só serve com um reduto de exibicionismo declarado.
  • Por fim, quero dizer que estou muito feliz em voltar a escrever aqui. Julgar os outros é errado. Quantas vezes senti ciúmes/inveja/raiva de alguém. Porém, não demonstrei. Sabe, sou muito da filosofia do "tudo que vai, volta". Tenho toda certeza de que a pessoa que fez isso, será prejudicada algum dia em algum outro aspecto de sua vida. Não é maldição nem nada. É que uma pessoa que faz isso, tem segurança o suficiente para fazer coisas piores. Sem ser piegas, mas a frase é boa: "O mal da ignorância é que vai adquirindo confiança à medida que se prolonga." (Autor desconhecido). E ponto.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

2º turno londrinense

Em apenas duas cidades do estado do Paraná, Londrina e Ponta Grossa, ocorreu o 2º turno para decisão do próximo prefeito de cada cidade. Em Londrina a situação foi crítica.

O pior não é nem quem foi vencedor ou perdedor, cada um tem o direito de votar em quem acredita ser o melhor e a democracia é o regime desse país. O assustador é o grande número de votos nulos(10.368 (3,03%)/brancos(4.753 (1,39%)/abstenções(58.236 (17,03%). A pessoa que não quer votar em nenhum dos candidatos provavelmente segue a seguinte lógica: "vou protestar, não sou a favor de nenhum dos candidatos, não vou votar no menos pior!" Acontece que enquanto não é possível anular uma eleição quando se tem certeza de que os votos nulos não atingirão 50% + 1, gente, tem que votar no menos pior.

Quer protestar? Proteste deitando no meio da rua. Proteste ao votar vestido de palhaço. Proteste apitando, batendo panela, correndo pelado pela rua. Proteste como quiser, menos quando o futuro da administração de uma cidade está em jogo.

Basicamente, esse é o meu protesto.

(os dados numéricos saíram daqui: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/153548/2-turno-ao-menos-nas-urnas-antonio-belinati-e-o-eleito-nas-urnas-maior-votacao-nao-garante-triunfo-de-belinati-na-justica-processos-serao-julgados-ate-dia-19)

domingo, 21 de setembro de 2008

Só em Ponta Grossa mesmo...

Com todo mundo acontece isso. Domingo de tarde, você sem nada pra fazer, se enrolando pra começar aquele trabalho... “Vou variar, botar na TV local”, pensa. “Sempre bom valorizar o que é nosso!”
Obviamente que não vou citar o nome do canal. O programa é pra ser feminino, mas restringe-se a um conteúdo sobre moda e culinária. Já começa por aí.

Com um sotaque inegavelmente pontagrossense, uma moça de cabelos pretos e uma roupa chamativa anuncia: “Gentê, agora vamos conferir um desfile ma-ra-vi-lho-so da loja Etc&Tal, aqui com a nossa amiga Fulaninha!”(apresentadoras e lojistas sempre são amigas). “Como você tá Fulaninha? Faz tempo que não vejo você!” (hábito repugnante dos apresentadores locais de falarem com o entrevistado de maneira íntima demais, daqui a pouco já estão falando sobre a cirurgia de apendicite que o dito cujo fez). “Ah! Tô ótima! É sempre uma prazeRR estaRR aqui!".

Após uma conversa insossa, modelos descem de uma escada e andam por uma passarela visivelmente improvisada. “Agora, a geente tá vendo aqui uma roupa mais modinha (porque modinha, meu Deus?), né Fulana, que estampa maravilhosa!" e passa o microfone bruscamente para a entrevistada, que se vê obrigada a falar, mesmo que não diga nada de importante. “ÉÉ! Bom, essa modinha aí é mais pra adolescente né, você vê que a calça é mais justa e a blusa né, toda estampada né, bem adolescente".

A modelo, claramente desconfortável, faz uma pose estranha e sorri de um jeito falso. Nota-se a maquiagem de extremo mal gosto e as unhas mal feitas. Logo entra outra modelo, um pouco acima do peso, nariz grande e olhos maquiados de um preto tão intenso que mais parece que levou um soco no olho. “Mas que liiinda essa calça! Uma roupa mais pra senhora né?” “É!”, responde a entrevistada com seu comentário construtivo.

A câmera foca na “modelo”. Sim, é uma senhora. Percebe logo que a câmera foca nela e muda bruscamente de posição. Barriga encolhida e sorriso falso. Constrangida, imagino que pense: “Não acredito que tô fazendo isso por trinta reais!”. A apresentadora procura mostrar-se interessada e avisa: “Olha, tenho uma calça parecida.” Repentinamente vira a bunda para a câmera numa tentativa desesperada por mais audiência numa hora em que as pessoas estão lavando seus cachorros e seus carros. “Que bordado maravilhoso né? Hoje tá tão na moda assim, bordado.” Sim Fulana, você e seus dizeres inteligentes.

Após a tortura de assistir o “desfile”, dou por mim e estou vendo a morena chamativa ao lado de uma velha gorda, e ambas estão ensinado como fazer uma torta de chocolate com nozes numa cozinha feia. “Bom”, penso, “acho melhor fazer o trabalho que ganho mais”.

Moral da história: Antes Faustão do que a irritante TV local. Definitivamente.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Só mais uma reflexão...

Você já percebeu que as pessoas estão sempre exigindo coisas de você?
  • Sábado à noite, você no msn. "Nooooooosssaaaaaaa! Você por aqui? Não vai sair? Credo, você não era assim!"
  • Terça-feira, você chega na aula. "Aconteceu alguma coisa? Tá triste? Não, por nada não. É que você costuma ser tão alegre..."
  • Algum dia quando você afirma que não fez algo que todo mundo fez. "O quê? Você não foi no Scorpions/ não viu Star Wars/ não assistia Chaves/ não teve um tamagochi? Em que mundo você vive?"
  • Algum dia, quando você afirma que faz algo que nem todo mundo faz. "Hãn? Você joga bocha/ come agrião/ gosta de academia/ ouve música clássica/ lê José de Alencar? Em que mundo você vive?"
  • Um final de semana, quando você decide usar uma roupa diferente. "UAUUUUUU! Vai pegar alguém né? Não... é que na faculdade você se veste tão...ham...assim...confortável."
  • Um meio de semana, você, categórico, afirma que não quer se envolver com alguém. "Aiiii! Creeeeedddo! Pare com isso. É bom ter alguém. Tá carente né?"

Não. Não quero escrever auto ajuda. Muito menos fazer com que alguém pense: "Ihhhh, será que esse texto é pra mim? Será que falei alguma coisa e ela não gostou?"

Não.

Eu só queria colocar essa minha reflexão. Penso nisso faz tempo. Quantas vezes a gente age de alguma maneira que não estamos acostumados ou não gostamos só porque estamos em um grupo e temos medo do julgamento alheio? Isso acontece muito. Se decidimos ir contra a correnteza é pior, as pessoas falam todas aquelas coisas em aspas ali em cima... Daí de duas uma: Ou você cede ou fica como o chato/estranho/louco da galera.

Sempre tem aquele dia que você quer ficar na sua. Dáí vem quinze caboclos com mil perguntas. Na realidade, não aceitamos comportamentos diferentes dos nossos, hábitos, costumes "anormais" pra nós... Minha dica é essa: Não cobre, não julgue. Mesmo que seja com boas intenções... Deixa pra lá. Garanto: sem cobranças, as pessoas se sentem muito mais felizes.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A arte de não ter sobre o que escrever

Exatamente. Não sei sobre o que escrever.

Na verdade, não é exatamente não saber. A culpa é da tal da inspiração, que insiste em aparecer somente quando a ela é conveniente, sempre me fazendo preocupar em manter o prazo estipulado no projeto de trabalho para atualizar o blog. Ou seja, estrapolação de data constante!

Então, vou aproveitar a minha nova ocupação das quartas-feiras, o projeto de extensão "Direito, Cidadania e Comunicação", para falar sobre as coisas que aprendi hoje.

Vocês sabiam que ao nascer um bebê e se ele viver apenas por alguns instantes, ainda assim esse pequeno indivíduo possui direitos? Sim! A criança mal respirou e alguém, no caso seus responsáveis, pode exigir os direitos por ela!

Porém, não se iludam, esses tais direitos não são tão extensos assim. Pelo o que eu pude entender, existe o direito ao sepultamento e o direito aos registros de nascimento e de óbito. Agora, percebam como é bizarro existir uma coisa para legalizar seu enterro. Parece uma ação tão básica, não é mesmo? Morreu, enterrou. Simples.

Por outro lado, caso não realizassem esse registro haveria túmulos por todos os lados (exagero, ok), sem controle, sem conhecimento por parte do governo local da existência dos mesmos. Afinal, se existe esse direito provavelmente ao exercê-lo é emitido algum tipo de documento garantindo sua efetivação e expedindo uma cópia para arquivo do órgão responsável pela emissão. Certo?

A sociedade exige regras, até mesmo para cavar um buraco e depositar restos humanos que entrarão em decomposição.

Enquanto moramos com nossos pais existem regras específicas, quando moramos com outras pessoas também existem regras específicas, mas a especifidade muda. O mesmo pode ser aplicado em comunidades com culturas diferentes, em religiões diferentes, enfim, em todo tipo de variedade de agrupamento social. A ideologia pregada por cada grupo único rege o padrão de vida que será levado.

Não me lembro agora qual famoso filósofo pensou nisso antes de mim, mas o conceito de leis serem necessárias para um convívio harmônico em sociedade é notícia velha. Seja qual for o ambiente, desde uma tribo selvagem até o regime mais autoritário possível, padrões de comportamentos aceitáveis ou não sempre existem.

Inclusive os revoltados auto-intitulados de excluídos da sociedade, eternamente insatisfeitos com as injustiças sociais e revolucionários natos, são necessários para o bom funcionamento do mundo, por incrível que pareça. Como diria Marx, o conflito social é indispensável para a evolução e aperfeiçoamento das comunidades.

Portanto, simplesmente aceitem as coisas como são, pois em qualquer lugar tudo funcionará de acordo com a mesma fórmula na qual as variáveis são, obviamente, variadas.

É, pra quem não conseguia escrever sobre nada, até que isso aqui não ficou tão ruim... (espero)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

doe sangue doe sangue doe sangue doe sangue doe sangue doe sangue doe sangue doe sangue

Desde as férias de Julho tenho a idéia fixa na cabeça de doar sangue.

Hoje está na universidade um pessoal da Hemepar realizando a coleta de doações em parceria com o Cajor(Centro Acadêmico João do Rio). Pois é, bem que eu tentei, mas não posso.

Não, não tenho AIDS! Tomei remédio até segunda-feira e ainda preciso esperar alguns dias para poder me tornar uma doadora de sangue.

Enfim, o objetivo básico desse texto é: abrace a causa!

Pensem, colegas, quantas pessoas hospitalizadas precisam de sangue para sobreviver (tá, até as não hospitalizadas precisam de sangue para sobrevivar, mas vocês entendem o que eu quero dizer) e quantas pessoas deixam de doar por medinho da agulha ou por preguiça?

Talvez esse não seja o melhor incentivo, mas provavelmente é o que mais faz as pessoas reconsiderarem, porém um dia pode ser você, uma pessoa da sua família, um amigo, enfim, alguém querido, que vai precisar do sangue de um desconhecido. Se isso não for o suficiente, saibam que tem lanchinho grátis para a recuperação e, inevitavelmente, exame de sangue também gratuito!

Mundo capitalista, baby, ninguém quer dar sem receber em troca, não é mesmo? Então vá simplesmente para sentir que você é uma pessoa melhor. Mas faça alguma coisa em prol do benefício alheio.

Não dá para dizer que não dói nada, porque a gente sabe que dói. Só uma picadinha de formiga!

domingo, 24 de agosto de 2008

Diário de uma dieta

Segunda-feira: Ah! Hoje estou tão animada! Vou começar uma dieta. Peguei uma aqui, se chama dieta dos pontos. Basta comer e depois marcar, preciso somar 300 pontos por dia! Não é o máximo? Diz que posso até comer chocolate! Lógico que tem mais pontos! Boa, muito boa.
19 horas: Estou me sentindo muito bem! Só comi coisas saudáveis hoje! Salada, frutas... Tava pensando como é bom ser saudável. Ontem de noite comi igual um boi na engorda, hoje estou bem mais equilibrada!

Terça-feira: Resolvi me matricular numa academia. Vou fazer uns tal de body não-sei-o-quê, sei que emagrece um monte! Uma moça me disse que perdeu 2 quilos numa semana! Estou super empenhada! Nunca mais vou me sentir uma baleia. Aliás, to precisando fazer um bronzeamento. Praia né, aquele esquema...
19 horas: Olha, eu fui tentar fazer aquelas aulas! Fiz uma chamada body combat! Meu Senhor, suei igual um demônio. Até que me atrapalhei um pouco, sou meio descordenada, mas estou confiante. Voltei meio tonta pra casa, acho que deve ser o calor.

Quarta-feira: Tá! Eu confesso: to com uma fome lazarenta! De manhã não consegui ficar só no iogurte com papaia... Ai! Mas um pãozinho não mata ninguém! De tarde eu compenso. Não to a fim de escrever! Vou estudar!
19 horas: Não consigui estudar muito, já to me sentindo fraca. Tive que comprar pão integral na padaria... Todos aqueles doces, sonhos, coxinhas... Tudo me olhando: “Me coma Thalita, sei que você me deseja!”. Fui mais forte. “Mais alguma coisa?” “SIMMM! Me veja três coxinhas, nove pães de queijo e oitenta brigadeiros! Ah! Quero também esse bolo, com porção extra de creme!” Lógico que eu só pensei. Fui embora.

Quinta-feira: Impossível! Meu estômago parece um abismo! E essa dieta dos diabos que até agora não fez efeito? Fui na farmácia me pesar e olha só: quatorze gramas perdidas! Vá pro inferno! Todo esse esforço para nada! Tudo bem que foram só três dias... Ai! Hoje to irritada! Não sei se é o calor ou TPM, mas eu queria mesmo sair na rua com uma 38 e matar todos as pessoas magras! Queria viver só com gordos! Assim não me sentiria mal, faríamos uma grande ceia e engordaríamos ainda mais!
19 horas: Fraca, tonta, dor de cabeça, fome. Fui tentar fazer outra aula: por Deus que eu não desmaio.

Sexta-feira: Quer saber? Não faço mais dieta! Final de semana tá aí! Vou é tomar umas e comer o bolo da tia. E que se foda o resto! Tem tempo pro verão... Qualquer coisa eu compro uma Boa Forma e faço o plano: “Bikini: perca seis quilos com uma dieta super saborosa e exercícios fáceis!”
19 horas: NÃÃÃÃÃÃÃÕ! Porque eu fui comer aquele bolo maldito? Ai! Preciso de dieta. Segunda eu começo!

Inspirado em fatos reais...